
O cacau e o cupuaçu são culturas de grande importância econômica e social para o Amazonas, especialmente para agricultores familiares que dependem dessas cadeias produtivas como fonte de renda. Diante desse cenário, no Dia do Cacau, comemorado nesta quinta-feira (26/03), o Sistema Faea Senar Amazonas ressalta as ações adotadas em conjunto com instituições públicas para proteger a produção regional e garantir a sustentabilidade dessas atividades no estado.
Desde novembro de 2022, quando foi detectado o primeiro foco da praga Monilíase na região do Alto Solimões, o Sistema tem promovido articulações com órgãos públicos, capacitação de produtores rurais e apoio às ações de defesa sanitária vegetal.
O presidente do Sistema Faea Senar, Muni Lourenço, afirma que a monilíase representa um grande desafio para a fruticultura amazônica.
“Um desafio especialmente para os produtores de cacau e cupuaçu. Por isso, o Sistema tem atuado de forma integrada com os órgãos de defesa agropecuária e com o setor produtivo para fortalecer as estratégias de prevenção, capacitação e controle da doença. Nosso objetivo é garantir que os produtores tenham acesso à informação, orientação técnica e apoio institucional para proteger suas lavouras e preservar uma atividade que é fundamental para a agricultura familiar do Amazonas”, disse.
A praga, causada por um fungo que ataca diretamente os frutos, pode provocar perdas de até 100% da produção se não for controlada. Por isso, o enfrentamento exige ações integradas. Uma das frentes de atuação do sistema tem sido a articulação entre produtores e órgãos responsáveis pelas estratégias de combate à praga.
Reuniões técnicas e institucionais foram realizadas com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).
Os encontros tiveram como objetivo alinhar estratégias de monitoramento da praga, assistência técnica aos produtores e ações de educação sanitária nas regiões produtoras.
Entre as contribuições diretas ao combate à monilíase está a doação de equipamentos que auxiliam as equipes de campo nas ações de manejo fitossanitário. O Sistema Faea Senar realizou a entrega de motosserras à Adaf, utilizadas em operações de corte e poda de plantas infectadas, uma medida fundamental para interromper o ciclo da doença nas lavouras.
A iniciativa ocorreu durante evento de instalação da Comissão de Fruticultura da Faea, reforçando o compromisso institucional com o fortalecimento das ações de defesa sanitária vegetal no estado. O espaço permanente viabiliza a discussão sobre os desafios enfrentados pelo setor, reúne produtores, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir gargalos da fruticultura e propor soluções técnicas e políticas públicas.
Além de debater estratégias de enfrentamento à monilíase, o grupo também atua em articulação com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ampliando o debate sobre o tema para o cenário nacional.
Capacitação de produtores
Paralelamente às ações institucionais, o Sistema, por meio do Senar Amazonas tem investido na capacitação de produtores e trabalhadores rurais para fortalecer a prevenção e o controle da doença.
Entre as iniciativas estão oficinas e dias de campo voltadas à identificação precoce da praga, manejo adequado das plantas infectadas e adoção de boas práticas sanitárias nas propriedades rurais. Só em 2025, quatro atividades destas foram realizadas nos municípios de Benjamin Constant, Tabatinga e Atalaia do Norte, capacitando 108 pessoas.
O Senar também disponibiliza o curso online “Identificação e Controle da Monilíase no Cacau”, que apresenta orientações sobre formas de disseminação da doença e medidas de manejo para reduzir os impactos nas lavouras.

Embora o controle oficial da praga seja coordenado pelos órgãos de defesa agropecuária, o Sistema Faea Senar atua como parceiro estratégico no fortalecimento das ações no campo.
A mobilização do setor produtivo, aliada à capacitação técnica dos produtores, contribui para ampliar a capacidade de monitoramento da doença e reduzir os riscos de disseminação nas regiões produtoras.
FOTOS: Divulgação Sistema Faea Senar e Wenderson AraujoTrilux/Sistema CNASenar
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Texto: ASCOM – Faea Senar Fundepec/AM
Contato: ascom@senar-am.org.br
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